Arte imitando a vida?

Data

30/01/2015

Quando explicamos o que é Wayfinding Design, buscamos exemplificar situações e cenários em que as pessoas percebam a importância dele. E como conseguir isso? Bom, a cultura popular talvez seja um bom caminho.

A série de TV Seinfeld retratou uma situação na qual um grupo procura durante horas seu carro perdido em um grande estacionamento de shopping (fácil de imaginar, né?). Ok, examinar uma série de comédia sob essa ótica tão técnica pode parecer um exagero, no entanto o cenário é realista em como nos relacionamos com a informação ao nosso redor e em como nos sentimos frustrados quando estamos perdidos. Além do mais, assistir Seinfeld nunca é demais.

O episódio mostra os personagens procurando sua vaga por meio da numeração dos pilares e da diferenciação de áreas por cores, um padrão comum de sinalização nesse tipo de ambiente. No caso, essa informação parece suficiente para encontrar o carro (talvez pudesse ter sido mais enfática), porém a desatenção do grupo com a sinalização foi determinante. Além de não encontrar o carro, o grupo se separa. Nesse momento, qualquer preocupação pequena que eles tinham acaba tomando proporções muito maiores. Esse é um retrato de como nos sentimos quando estamos perdidos, e já aconteceu com todos nós... a diferença é que não parece tão cômico quanto na TV.

Friends é outra série popular que se inspirava em situações comuns para criar seus cenários. Em um de seus episódios, o personagem Joey tem dificuldades de interpretar o mapa de Londres e decide entrar nele para conseguir se localizar corretamente. Essa atitude esconde uma maneira muito lógica para ler mapas: posicioná-lo na direção que estamos olhando. Ou seja, o que está à nossa frente coincidirá com o topo do mapa, bem como o que está atrás será representado na base do mesmo. Dessa maneira, nos encontramos dentro do mapa, tomando nossas decisões a partir de nossa miniatura.

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