Bordaza Shopping Bordaza Shopping
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ficha técnica

  • projeto

    Bordaza Shopping
  • ano

    2026
  • local

    Porto Alegre / RS / Brasil
  • arquitetura

    SPOL Architects, Roseli Melnick Arquitetura & Interiores, C2 Arquitetos
  • paisagismo

    Hanazaki Paisagismo
  • fotografia

    Leonardo Krug
  • descrição

    O Bordaza Shopping nasce com uma proposta que desafia o modelo convencional: em vez de reproduzir a lógica acelerada dos grandes centros comerciais, o empreendimento integra o universo corporativo e o cotidiano familiar em um ambiente que convida à pausa, onde natureza, bem-estar e curadoria de experiências coexistem com praticidade. A marca carrega uma intenção precisa: tornar a jornada tão agradável quanto o destino. Criar um sistema de wayfinding à altura desse conceito foi o nosso desafio.

    A singularidade do espaço físico gera uma tensão produtiva: a geometria clara da arquitetura, com grid e eixos bem definidos, contrasta com a organicidade do paisagismo, de canteiros livres e trajetos sinuosos. Para compreender como as pessoas vivenciariam esse ambiente na prática, trabalhamos em três momentos de pesquisa estruturados em wayfinding, user research e spatial experience design, com coleta de dados em situação real e usuários representativos.

    O processo revelou um insight estratégico: os melhores ângulos de orientação emergiam justamente no contraste com os canteiros orgânicos. A decisão foi desvincular o sistema de wayfinding do paisagismo e ancorá-lo à arquitetura, como paredes, geometrias de pisos e volumes construídos, garantindo visibilidade sem disputar atenção com o ambiente.

    O sistema resultante é limpo, direto e elaborado. O amarelo da marca atua como ponto focal e fio condutor em todo o percurso. A hierarquia informacional é organizada por divulgação progressiva, entregando ao usuário exatamente o que precisa, no momento certo. Peças monolíticas e esbeltas, com quatro faces e iluminação integrada, compõem um sistema modular que atende múltiplas rotas e se adapta a mudanças futuras sem perder coerência.

    O resultado é um sistema de wayfinding que pertence ao espaço. Refinado nos detalhes, funcional em todas as rotas e alinhado com um lugar onde a experiência importa tanto quanto o destino.